sábado, 16 de fevereiro de 2013

Tartaruga, Jabuti e Cágado, qual a diferença???

Apesar de muitas pessoas chamarem esses seres de tartarugas, há diferença entre eles no que diz respeito ao habitat e morfologia.
Jabutis, cágados e tartarugas pertencem à ordem dos quelônios, que surgiu no período Triássico, entre 230 e 195 milhões de anos atrás. Desde então, os animais dessa ordem não sofreram grandes mudanças e continuam tendo como principal característica a presença do casco. Existem cerca de 260 espécies de quelônios no planeta.

Tartaruga
Assim são chamados genericamente todos os quelônios não classificados como cágados ou jabutis. As tartarugas podem ser tanto marinhas como de água doce. Elas têm o casco mais alto que o dos cágados. Outra diferença importante é que as tartarugas não dobram o pescoço para o lado ao recolhê-lo para dentro do casco, como fazem os cágados 



Jabuti
Água não é com ele. O jabuti é o único entre esses três tipos de quelônio que vive exclusivamente na terra. Ele também pode ser facilmente identificado pelo casco alto e pelas patas traseiras em formato cilíndrico, que lembram as de um elefante.


Cágado
Distingue-se do jabuti por ser um quelônio de água doce e não terrestre. Já as diferenças em relação às tartarugas são sutis. Os cágados possuem casco mais achatado e têm o pescoço mais longo.




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ubuntu



"Um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo e então ele propôs uma brincadeira para as crianças:

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, inseriu tudo em um cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!" instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto.

Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas foram todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam:

- "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"



sábado, 17 de novembro de 2012

A seda das aranhas.

Faz tempo que postei algumas coisas sobre as maravilhosas aranhas, e devo alguns tópicos ainda. O conteúdo a seguir foi retirado do site http://ciencia.hsw.uol.com.br


A principal característica que distingüe as aranhas do resto do reino animal é sua capacidade de fiar seda, uma fibra extremamente forte. Alguns poucos insetos produzem um material similar (os bichos-da-seda, por exemplo), mas nada chega perto da capacidade de fiar das aranhas. Muitas espécies constroem toda sua vida em torno dessa habilidade única.

Os cientistas não sabem ao certo como as aranhas produzem a seda, mas têm uma idéia básica do processo de fiação. As aranhas possuem glândulas especiais que secretam proteínas da seda, feitas de cadeias de aminoácidos, que são dissolvidas em soluções à base de água. A aranha empurra a solução líquida por longos dutos até microscópicas fusulas nas fiandeiras da aranha, que possui normalmente dois ou três pares de fiandeiras localizadas na parte de trás do abdômen.
Cada fusula tem uma válvula que controla a grossura e a velocidade do material expelido. Conforme as fusulas liberam as moléculas da proteína fibroína para fora dos dutos e as lançam no ar, as moléculas são esticadas e unidas formando longos fios. As fiandeiras enroscam esses fios para formar a vigorosa fibra da seda.

Imagem -http://ciencia.hsw.uol.com.br
Imagem das fusulas de uma aranha em um microscópio de varredura


A maioria das aranhas possui múltiplas glândulas de seda, que secretam tipos diferentes de fios para diferentes propósitos. Por produzirem seda de qualidades diferentes e em proporções variadas, as aranhas podem formar uma grande variedade de fibras. Elas também podem variar a consistência das fibras ajustando as fusulas para formar tranças maiores ou menores.
Algumas fibras de seda possuem diversas camadas como, por exemplo, um núcleo interno cercado por um tubo externo. A seda também pode ser revestida com várias substâncias adequadas para propósitos diferentes. As aranhas podem revestir a seda com uma substância grudenta ou com material à prova d'água. A seda das aranhas é incrivelmente forte e flexível. Algumas variedades são cinco vezes mais fortes que uma quantidade igual de aço.

Usando a seda
Todas as espécies de aranhas fiam seda e, uma vez que esta fibra tenha sido produzida, é possível usá-la em uma variedade de funções. Nem todas as espécies tecem teias e muitas não usam a seda para a caça. Da mesma forma que os materiais de construção, a seda das aranhas tem um grande número de aplicações.
Uma utilidade bem comum da seda é o cabo de segurança. Conforme as aranhas se movem de um lugar para outro, elas deixam um fio fino e seco atrás delas. Assim como um alpinista, a aranha usa esse fio como um cabo de segurança. Se ela ficar em perigo, pode rapidamente voltar por este cabo (fio).

Outro uso comum da seda é a construção do berçário. Na maioria das espécies, a fêmea tece um grosso casulo protetor para o desenvolvimento dos ovos e algumas vezes dos filhotes, após o nascimento. Algumas espécies não cuidam do casulo enquanto as jovens aranhas se desenvolvem e outras, como as aranhas lobo, carregam consigo o casulo.
O uso mais comum da seda, claro, é a construção de teias. A estrutura das teias varia muito de uma espécie para outra. Algumas aranhas constroem teias totalmente desorganizadas, outras fazem longos caminhos de seda e há ainda espécies que trabalham como uma colônia para formar uma grande quantidade de camadas de fios em torno da vegetação. Algumas delas, como a aranha lançadora de teia, fazem uma pequena teia entre as pernas e rapidamente enrolam qualquer inseto que fique preso nela.

A teia mais conhecida é a teia orbicular, com seu intrincado desenho e fiada pela maioria das aranhas de jardim. Essa teia é uma das estruturas mais impressionantes da natureza e sua construção está entre as atividades animais mais incríveis. Vamos examinar esse processo na próxima seção.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Belo Monte ( de merda)

 No último domingo estive na Matilha Cultural (http://matilhacultural.com.br/index.php) para assistir o filme "Belo Monte, Anúncio de uma Guerra", uma produção de financiamento coletivo.
Sem intenção, acredito eu, o documentário se mostrou muito emocionante para quem acredita que não há riqueza maior no mundo do que nossa natureza e o povo que nela vive da forma mais integrada possível. É muito triste ver como nossos governantes tratam o povo brasileiro, no doc. podemos ver o secretário da presidente Dilma RINDO do líder indígena Raoni, que além de ser índio, brasileiro é um idoso que luta pela floresta e pelo ideal de seu povo.
É simplesmente nojento ver como os políticos tratam a questão da construção da Usina de Belo Monte, que já é mais do que comprovado que sua funcionalidade não valerá apena pelo tamanho do impacto ambiental, social e cultural que essa obra causará.
E fica bem claro o motivo de apesar de todos os contras, o Brasil ter a convicção da construção da usina:
-firmar acordos com monstruosas multinacionais estrangeiras...vender o Brasil!

Vida de embrião também dá dicas de cinema rsrsrs =P


quarta-feira, 18 de julho de 2012

As fabulosas :)

Como poucos, (ou muitos) sabem eu sou apaixonada por esses animais incrivelmente diferenciados, pra mim as aranhas são verdadeiras artistas ao tecer sua teia para construir suas casas,capturar suas presas e se transportar com muita elegância. A seguir descrevo para vocês um pouquinho sobre esses seres tão especiais.

Araneae :)


Com exceção dos ácaros e carrapatos, Araneae (aranhas) é a maior ordem de aracnídeos. Foram descritas aproximadamente 40.000 espécies, em mais de 100 famílias e 3.000 gêneros, e são estimadas pelo menos 170.000 espécies de aranhas no mundo. O.o
O grande sucesso das aranhas em relação aos outros aracnídeos provavelmente se deve ao uso da seda. As aranhas são como poucas exceções, animais terrestres que ocorrem em todos continentes , exceto na Antártida. Todas as espécies são terrestres, não existem no mar e apenas uma vive em água doce, abaixo da superfície.
Aranhas são facilmente distinguíveis da maioria das ordens de aracnídeos pelo notável pedicelo entre o cefalotórax e o abdome.


As aranhas são os únicos aracnídeos com apêndices tecedores de seda, as fiandeiras na parte posterior do abdome. :)
São estritamente carnívoras.


No próximo post falarei um pouco mais sobre a seda, captura de presas e a nutrição das aranhas.

( Barnes, Zoologia dos invertebrados)




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Para refletir...


"A espiritualidade ambiental dos Sioux anda de mãos dadas com uma dieta vorazmente carnívora, da mesma maneira que o vegetarianismo hindu é encontrado em uma sociedade de extrema pobreza e desequilíbrio ambiental, nenhuma cultura humana detém o monopólio da sabedoria ambiental, e [...] parece improvável que possamos um dia escapar de alguns dos mais profundos dilemas da vida social humana" (Ellen 1986:10).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Corujas, seres cheios de graça!

As corujas são aves pertencentes à família Strigidae e à ordem Strigiformes. Trata-se de aves de rapina, tímidas, solitárias, discretas e de vôo silencioso, graças ao formato e à textura de suas penas. Na cultura grega eram tidas como símbolo da sabedoria, já em outras culturas esta ave era símbolo de ligação com o mundo espiritual. Estas grandes caçadoras são encontradas em quase todo o mundo, menos na Antártica, na maior parte da Groenlândia e em algumas ilhas remotas. Existem 126 espécies diferentes de corujas, 18 das quais vivem no Brasil. É um animal que não transmite doenças aos humanos.

A coruja se alimenta de pequenos mamíferos (ratos e camundongos, por exemplo), gafanhotos, grilos, aranhas e outras aves. Costumam engolir suas presas inteiras para depois vomitar o que não aproveitam, tais como penas e pedaços de ossos. Há espécies de corujas que se especializaram na pesca (este fato pode ser observado nas Filipinas). Seus predadores naturais são: o gavião, o gato-do-mato e as cobras. Apesar do aspecto parado, a coruja é um animal bastante esperto que não facilita a vida dos seus predadores.
Estas aves possuem olhos bem grandes, rodeados por um disco de penas, voltados para frente e, portanto, com visão binocular (como o ser humano). São animais com hipermetropia, ou seja, quase não enxergam perto (a poucos centímetros), mas, em distâncias maiores, sua visão é muito boa, principalmente com pouca luz. Quando está em situações de perigo, sua cabeça gira até 180 graus e pode ser projetada para cima.
Suas orelhas não são visíveis, mas sua capacidade de audição é bastante aguçada, melhor do que a das outras aves. São capazes de caçar na escuridão, pois o formato do disco de penas ao redor dos olhos direciona o som de suas presas até os ouvidos. Sua plumagem é macia e densa, geralmente possui cores escuras misturadas com branco e/ou amarelo. Há casos de corujas totalmente brancas como a coruja polar (pólo norte).
Durante o período de reprodução, o macho oferece uma presa à fêmea, quando a presa é aceita ocorre o acasalamento. A cada postura a fêmea põe de 3 a 5 ovos, o tempo de incubação é de aproximadamente 33 dias e os filhotes começam a voar, em média, em 75 dias. As espécies maiores de corujas vivem de 15 a 20 anos.
No Brasil, a maior coruja conhecida é o mocho orelhudo (sua altura pode passar de 50 cm) e a menor, o caboré, atinge até 17 cm de altura.

Fonte: Info Escola

quinta-feira, 17 de maio de 2012

GRAFITE DE MUSGO


1º 3 chumaços de Musgo / 700ml de Água Morna; esfarele o Musgo: jogue a Água.
2º 2 colheres de sopa de Gel Hidroretentor (você encontra em lojas de plantas); adicione o Gel Hidroretentor para plantio.
3º 120 ml de Leitelho (Para fazer uma xícara de Leitelho é muito fácil, apenas acrescente um 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre branco em uma xícara de leite e deixe descansar por cerca de 10 minutos antes de usar.
4º Coloque tudo no liquidificador e deixe até virar um mingau 5º Ponha a mistura em um Balde
6º Pinte sobre Madeira ou Concreto Áspero
7º Umedeça Semanalmente
8º Veja sua Arte crescer

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Esse Blog foi criado para compor parte da avaliação da disciplina de Embriologia, do Centro Universitário São Camilo. Hoje a disciplina chegou ao fim,porém não pretendo deixar o Blog.
O Vida de Embrião seguirá, abordando outros temas além da biologia do desenvolvimento.


;)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Reprodução do urso polar

Como a maioria dos animais, os ursos polares se acasalam na primavera. Os cientistas não têm certeza de como os machos maduros sexualmente encontram fêmeas que estão prontas para acasalar. As fêmeas de ursos marrons parecem deixar um rastro de cheiro para os machos seguirem. Esse também pode ser o caso dos ursos polares.
As fêmeas normalmente são bem-sucedidas no acasalamento entre as idades de seis e oito anos. Elas têm apenas cerca de cinco ninhadas durante sua vida, o que é uma das taxas de reprodução mais baixas entre os mamíferos. As fêmeas só se acasalam por poucos anos, assim os machos precisam competir ferozmente por uma fêmea para acasalar. Quando os ursos machos lutam por uma fêmea, o desafiante abaixa a cabeça, põe as orelhas para trás e abre totalmente sua boca, rugindo e exibindo os dentes. Os ursos polares raramente lutam até a morte pelos direitos de acasalamento; o urso mais fraco normalmente cede após um ferimento.
Male polar bears will fight for the right to mate.
Paul Nicklen/National Geographic/Getty Images
Ursos polares machos lutam por seu direito de acasalar
As fêmeas de urso polar na realidade não entram no cio da maneira que outros mamíferos fazem. Elas são ovuladoras induzidas, o que significa que o próprio intercurso é que faz seus ovários liberarem um óvulo. A ovulação não acontece imediatamente e pode ser preciso várias tentativas antes de ocorrer um acasalamento bem-sucedido. Depois de acasalar, o casal permanece junto por cerca de uma semana antes de se separar. Os ursos polares não são animais monógamos - um macho forte pode fecundar várias fêmeas em uma estação.

Como a maioria dos aspectos da vida do urso polar, o processo de gestação é ligado à conservação de energia. Uma fêmea grávida se alimenta bastante na primavera para aumentar suas reservas de gordura e se preparar para um repouso para então, dar à luz no outono. Na toca, apenas os filhotes comem, consumindo o leite materno com alto teor de gordura durante seus primeiros meses de vida.

No final do outono, a fêmea cava uma caverna em um monte de neve ou mesmo numa encosta de montanha bem perto do gelo do mar ou no próprio gelo do mar. Essa toca é protegida do vento e fornece um lugar seguro para dormir. No começo do inverno, a fêmea dá à luz após um período de gestação aproximado de oito meses [fonte: SeaWorld (em inglês)]. No entanto, leva apenas quatro meses para o futuro filhote realmente se desenvolver. Durante os primeiros quatro meses de gestação, o embrião permanece inativo no útero enquanto a mãe ganha o peso (cerca de 200 quilos) que vai precisar para garantir o desenvolvimento e a alimentação adequada após o nascimento.
Polar bear mother with cubs
Wayne R Bilenduke/Stone/Getty Images
As ursas polares mães, como esta em Manitoba,
permanecem com seus filhotes por cerca de dois anos
Em geral há dois filhotes por ninhada e eles são surpreendentemente pequenos. Um filhote pesa cerca de 450 gramas ao nascer e mede cerca de 30 centímetros de comprimento. Ele também é cego, sem dentes e carente de isolamento, com pelagem muito curta e delgada. Filhotes de ursos polares não têm chance de sobreviver sem sua mãe. A família permanece na toca até o início da primavera e a mãe não bebe, come ou defeca durante esse tempo. Tudo o que ela faz é proteger e alimentar suas crias. Mesmo depois que deixam a toca, os filhotes permanecem com sua mãe até terem cerca de dois anos de idade, aprendendo a caçar, se limpar e sobreviver no mais severo dos habitats.

Como muitas mães no reino animal, uma ursa polar irá matar qualquer um ou qualquer coisa que se aproximar de sua cria. Ursos polares são predadores, pura e simplesmente. Então o que acontece quando ficam presos em terra, com pessoas por perto? Poderia ser um problema - mas como veremos, ursos polares raramente entram em combate com um ser humano.
 
 
Fonte:http://www.hsw.uol.com.br/ 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Anexos embrionários: Adaptação ao Meio Terrestre

Anexos embrionários são estruturas que derivam dos folhetos germinativos do embrião mas que não fazem parte do corpo desse embrião.
Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantóide.
Vesícula vitelina
Durante a evolução do grupo dos animais, os primeiros vertebrados que surgiram foram os peixes, grupo que possui como único anexo embrionário a vesícula vitelina.
Diferenciando-se a mesoderme e o tubo neural, parte dos folhetos germinativos desenvolvem-se formando uma membrana que envolve toda a gema, constituindo (membrana + gema) o saco vitelínico um anexo embrionário, que permanece ligado ao intestino do embrião. À medida que este se desenvolve, há o consumo do vitelo e, consequentemente, o saco vitelínico vai se reduzindo até desaparecer. É bem desenvolvida não somente em peixes, mas também em répteis e aves. Os mamíferos possuem vesícula vitelina reduzida, pois nesses animais como regra geral, os ovos são pobres em vitelo. A vesícula vitelina não tem, portanto, significado no processo de nutrição da maioria dos mamíferos.


Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em vitelo, falta a vesícula vitelina típica. Nesses animais o vitelo encontra-se dentro de células grandes (macrômeros) não envoltas por membrana vitelina própria.
 
Âmnio e cório
O âmnio é uma membrana que envolve completamente o embrião, delimitando uma cavidade denominada cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido amniótico, cujas funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e dessecação. Ao final do desenvolvimento de répteis e aves, todo o líquido da cavidade amniótica foi absorvido pelo animal.
O cório ou serosa é uma membrana que envolve o embrião e todos os demais anexos embrionários. É o anexo embrionário mais externo ao corpo do embrião. Nos ovos de répteis e nos de aves, por exemplo, essa membrana fica sob a casca. Nesses animais, o cório, juntamente com o alantóide, participa dos processos de trocas gasosas entre o embrião e o meio externo.


Alantóide
A alantóide é um anexo que deriva da porção posterior do intestino do embrião. A função da alantóide nos répteis e nas aves é: transferir para o embrião as proteínas presentes na clara, transferir parte dos sais de cálcio, presentes na casca, para o embrião, que utilizará esses sais na formação de seu esqueleto, participar das trocas gasosas, o O2 passa da câmera de ar para o alantóide e deste para o embrião, enquanto o CO2 produzido percorre o caminho inverso, e armazenar excreta nitrogenada. A excreta nitrogenada eliminada por embriões desses animais é o ácido úrico, insolúvel em água e atóxico, podendo ser armazenado no interior do ovo sem contaminar o embrião.

(Texto e imagens: Só Biologia )

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Reprodução Assexuada

A reprodução assexuada é um tipo de reprodução onde não ocorre variabilidade genética, ou seja, os indivíduos descendentes são idênticos cromossomicamente ao organismo matriz (genitor). Nesse caso não envolve o encontro de gametas, também não ocorre a fecundação. Organismos oriundos a partir desse processo são tidos como clones. Uma forma de multiplicação repetitiva, tendo como princípio: sucessivas divisões mitóticas ou mecanismo de bipartição, também chamada de divisão binária ou cissiparidade, processos de brotamento, partenogênese e propagação vegetativa. A divisão mitótica é um recurso utilizado por eucariotos unicelulares e multicelulares, originando dois descendentes com a mesma bagagem genética, porém com diferença volumétrica do citoplasma. Na reprodução binária, bem utilizada por ameba e planária, são originados organismos proporcionalmente semelhantes quanto à constituição e tamanho. No processo por brotamento, característico de fungos e algas, surgem brotos adjacentes à estrutura corpórea do organismo genitor, posteriormente se soltando, assumindo vida independente. A partenogênese (ver post anterior), meio de reprodução de organismos coloniais: abelhas e formigas, caracteriza-se pelo desenvolvimento de um ou vários organismos decorrentes da não fecundação do óvulo. A multiplicação vegetativa, conhecida como estaquia, tem significativa aplicação na agricultura, partindo do princípio da regeneração de vegetais portadores de gemas indiferenciadas desenvolvendo raízes e ramos (exemplo: mandioca, cana-de–açúcar e roseiras).


Fonte: BrasilEscola.com

Partenogênese

partenogênese, também conhecida como partogênese, diz respeito ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem que ocorra a fertilização, ou seja, ocorre por reprodução assexuada. São fêmeas que apresentam a habilidade de procriar sem que haja um parceiro sexual, havendo a participação apenas do gameta feminino.
Hoje em dia, a biologia evolutiva optou por utilizar o termo telitoquia, por achá-lo mais restritivo, quando em comparação com o termo partenogênese.
Este fenômeno acontece naturalmente em plantas agamospérmicas, seres 
Este fenômeno acontece naturalmente em plantas agamospérmicas, seres invertebrados (como pulgas de água, abelhas, entre outros) e determinados vertebrados (como lagartos, salamandras, alguns peixes e perus). Os seres que se reproduzem desta maneira geralmente estão relacionados à ambientes isolados, como ilhas oceânicas. Contudo, geralmente a partenogênese é apenas uma possibilidade de forma reprodutiva, sendo que a reprodução sexuada (com a participação do gameta masculino) é a mais comum. Esta intercalação pode ocorrer como resposta da pressão ambiental e recebe o nome de heterogamia.A partenogênese pode ser alcançada artificialmente em laboratório, com o uso de recursos experimentais que estimulam a clivagem do gameta feminino. Para isso, utilizam-se óvulos de espécies que geralmente não se reproduzem por esse processo. Todavia, é notável que muitas espécies inferiores utilizam esse mecanismo como forma comum de reprodução e o fazem espontaneamente. Assim, devemos considerar a partenogênese artificial ou experimental e a partenogênese natural.Na comunidade das abelhas melíferas, por exemplo, a rainha produz ovos, podendo fertilizá-los ou não, sendo que os fertilizados tornam-se fêmeas diplóides (rainhas ou operárias), e os ovos que não foram fertilizados tornam-se machos haplóides, conhecidos como zangões. Este tipo de definição do sexo é chamada de haplodiploidia.Muitos outros animais, como o pulgão das videiras, o Bombyx mori (mariposa que, na fase de larva, é conhecida como bicho-da-seda) e a dáfnia ou pulga d’água realizam em certas circunstâncias, naturalmente, a partenogênese. Por outro lado, óvulos de ouriços-do-mar, de estrelas-do-mar, de rãs e de coelhos já se desenvolveram partenogeneticamente em laboratórios, sob estímulos físicos, químicos ou biológicos.
Ocasionalmente, em certos animais, como a mosca Myastor metraloa, as larvas conseguem produzir precocemente seus óvulos, os quais logo a seguir, evoluem partenogeneticamente, originando novas larvas. Essa partenogênese na fase larvária recebe o nome de pedogênese.
Ocasionalmente, em certos animais, como a mosca Myastor metraloa, as larvas conseguem produzir precocemente seus óvulos, os quais logo a seguir, evoluem partenogeneticamente, originando novas larvas. Essa partenogênese na fase larvária recebe o nome de pedogênese.



Fonte: Infoescola.com


Esse vídeo traz informações sobre a fecundação e a implantação do óvulo no útero de elefanta.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Alguém já parou para pensar como nascem os tubarões? Eles se desenvolvem em ovos ou dentro da mãe? OS DOIS!!!
Fig.1. Saco de ovos esqualídeo, conhecido como bolsa de sereia.

O tipo de desenvolvimento do embrião pode variar de acordo com cada espécie.
Alguns Tubarões são ovíparos e põem ovos com cascas grossas, resistentes a predadores, e que depois são presos por eles nas rochas ou nas algas. Os ovos são incubados dias ou semanas depois, e os filhotes sobrevivem por conta própria. Muitas das cascas de ovos têm uma forma retangular, e algumas, são muitas vezes trazidas até a costa pelas marés.
Há também tubarões vivíparos,esses dão à luz crias já com vida, que são alimentadas no útero do tubarão fêmea através de uma placenta ou de uma secreção conhecida como leite uterino. A viviparidade assegura que os filhotes sejam bem alimentados durante o seu desenvolvimento, deixando-os prontos para sobreviver aos rigores do mar imediatamente após o nascimento.
Tubarões ovovivíparos também carregam os seus embriões internamente, dando à luz filhotes vivos, mas sem alimentá-los durante o seu desenvolvimento. Em vez disso, os tubarões em crescimento são nutridos através do saco vitelino. Algumas espécies de tubarões, como o tubarão Mackerel, praticam a oogênese, na qual a mãe produz fluxos de pequenos ovos não fertilizados que alimentam os embriões em desenvolvimento.

Fonte: http://discoverybrasil.uol.com.br/tubaroes/reproducao/index.shtml

domingo, 25 de março de 2012

A vocalização como atrativo sexual.

Sabemos que a reprodução sexuada, depende de vários fatores como meiose e fecundação.
Esse modo de reprodução, apesar de mais complexo e energeticamente mais custoso que a reprodução assexuada, traz grandes vantagens aos seres vivos e é o mais amplamente encontrado nos diferentes grupos.
Os anuros (sapos, rãs e pererecas) realizam reprodução sexuada e também possui um certo jeitinho de conquistar suas namoradas. :)


Os anuros possuem  a vocalização, como função de isolamento reprodutivo, defesa do território e atração das fêmeas.
O que pode atrair uma fêmea???
Várias características da vocalização como: duração, complexidade, intensidade e freqüência.

São conhecidos três principais padrões de comportamento para o macho reprodutor:
1 – Machos territorialistas, que vocalizam defendendo um território reprodutivo com raio determinado;
2 – Machos satélites que são os que não vocalizam mas obtêm a reprodução interceptando a fêmea, esperando em postura abaixada a algum centímetros do macho vocalizador;
3 – Machos oportunistas, que se movem ao redor do território de outro macho adotando hora a tática satélite hora a tática de vocalização, ocupando o território do macho dominante que o deixou após amplexo com a fêmea.

( FONTE: http://www.aultimaarcadenoe.com.br)


Outras espécies também possuem vocalização, e a utilizam para atrair suas fêmeas.